A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (29), em segunda discussão, projeto de lei que limita a aplicação de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado, o Rioprevidência, a instituições financeiras públicas federais.

    De autoria dos deputados Luiz Paulo (PSD) e Guilherme Delaroli (PL), a proposta altera a Lei 3.189/99 e reforça a segurança na gestão dos recursos previdenciários. O texto agora segue para o governo estadual, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

    A nova redação determina que a política de investimentos priorize a segurança dos ativos, restringindo as aplicações a bancos estatais federais. Isso visa reduzir riscos de mercado e proteger o patrimônio dos servidores públicos e inativos do Rio de Janeiro.

    O Rioprevidência será obrigado a emitir relatórios semestrais detalhados, disponíveis em seu site, contendo o Plano Anual de Investimentos, identificação das instituições e fundos receptores com nomes e CNPJs, valores aplicados e respectivas remunerações, além de demonstrativos dos custos de gestão, incluindo taxas de administração, performance e custódia.

    Operações que ultrapassem limites ou critérios definidos em regulamento exigirão parecer técnico formal da área competente, aprovação expressa do Conselho de Administração, registrada em ata, e divulgação resumida no site da autarquia.

    “Com essa mudança pretendemos assegurar maior estabilidade e proteção aos recursos públicos, especialmente por se tratar de valores destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões”, afirmou Delaroli.

    Luiz Paulo destacou a necessidade de equilibrar segurança e rentabilidade, priorizando práticas que preservem o interesse público e a sustentabilidade do sistema previdenciário estadual. “A expectativa é de que a medida reduza riscos associados a oscilações do mercado e aumente a previsibilidade na gestão dos recursos”, explicou.

    O projeto de lei aprovado visa dar mais transparência e controle sobre os investimentos do fundo previdenciário. A restrição a bancos federais públicos busca diminuir exposição a riscos de mercado. O texto ainda precisa ser sancionado ou vetado pelo governador do estado para entrar em vigor.

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    Mauricio Nakamura

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