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SBT Repórter: programa que ressurge como ganho de qualidade

SBT Repórter: programa que ressurge como ganho de qualidade
Divulgação

O programa SBT Repórter é um dos casos que a televisão brasileira tem na lista dos inexplicáveis. Quando foi lançado, em 1995, primeiro com a direção de Mônica Teixeira e, depois, de Odilon Coutinho, tornou-se um produto de enorme prestígio. Audiência, repercussão e faturamento caminhavam juntos. Era um programa que se pagava e ainda conceituava a imagem da emissora.

Porém, em um determinado momento, graças a uma planilha falsa e fraudulenta, feita na maldade, conforme relato do diretor comercial de então, Rubens Carvalho, foi decidida a sua descontinuidade. Tudo em favor de fazer uma televisão mais barata, “porque os resultados serão os mesmos”. Foi por aí, em meio a outras aberrações do tipo, o início de uma das principais derrocadas do SBT.

O programa teve a sua produção interrompida e acabou relegado a aparições esporádicas, muitas vezes atendendo a interesses comerciais, na “chapa branca” descarada, ou em versões sem o mesmo cuidado de antes. Nunca mais, nem mesmo agora, voltou a ser o mesmo.

A pergunta continua atual: por que não recuperar um formato que já provou seu valor? Em um momento em que a grade do SBT carece de produtos de maior qualidade e identidade, o “SBT Repórter” reúne todas as condições para voltar a ocupar um espaço fixo e merecido na grade. Não seria uma aposta no passado, mesmo porque as suas valorosas equipes jamais serão novamente reunidas, mas o resgate de uma marca que já demonstrou, na prática, toda a sua capacidade de entregar audiência, prestígio e receita. Assim como corrigir um problema que nunca foi o formato, mas a decisão de deixar de investir nele.

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