Sanabria: pênalti claro ou dividida? BBC divide
Uma polêmica sobre a arbitragem marcou o empate em 1 a 1 entre Canadá e Bósnia-Herzegovina, em partida válida pela Copa do Mundo. O resultado garantiu aos anfitriões a primeira partida sem derrota em sete jogos no torneio. O debate ocorreu no estúdio da BBC, com opiniões divergentes sobre a expulsão do goleiro bósnio Nikola Vasilj.
Aos quatro minutos do segundo tempo, com a Bósnia vencendo por 1 a 0, uma bola longa foi lançada. O goleiro Vasilj saltou para socar a bola, mas, no movimento seguinte, acertou os punhos na cabeça do atacante canadense Tani Oluwaseyi. O lance gerou discussão entre os comentaristas.
O ex-capitão da Inglaterra, Wayne Rooney, afirmou que Vasilj deveria ter sido expulso. Já o ex-assistente de arbitragem da Premier League, Darren Cann, disse que o árbitro argentino Facundo Tello acertou ao não marcar pênalti nem dar cartão vermelho. Como o impedimento foi marcado, o pênalti não seria válido, mas a expulsão ainda era possível.
Darren Cann, que foi assistente na final da Copa de 2014, explicou sua posição. “Primeiro, o impedimento foi marcado, mas, mesmo sem ele, na minha opinião, não é pênalti. Não é cartão vermelho. O goleiro claramente toca na bola primeiro e o contato depois é inevitável. Não é jogada violenta. O goleiro ganha a bola claramente e, para mim, isso não é vermelho”, disse.
A regra diz que “uma entrada que coloque em risco a segurança do adversário ou use força excessiva deve ser punida como jogada violenta”. Rooney discordou. “É cartão vermelho. Já vimos isso antes, quando jogadores avançam, o apito toca e é vermelho. É uma jogada muito perigosa. Sei que ele acerta a bola, mas o movimento seguinte acerta a têmpora do atacante. Esse é o pior lugar para ser atingido. Ele poderia ficar inconsciente ou ter uma concussão tardia. Para mim, é vermelho claro”, afirmou.
O ex-atacante francês Olivier Giroud viu os dois lados. “Como atacante, eu ficaria frustrado por não ter pênalti. Por outro lado, entendo o que Darren Cann diz. Você acerta a bola primeiro e é difícil tirar as mãos da cabeça do atacante”, comentou.