Rainha paga pelo posto? Única escola do Rio cobra
No Carnaval, ostentar a coroa de rainha de bateria pode custar caro, mas não necessariamente porque existe um preço pelo posto. Ao contrário do que muita gente imagina nos bastidores da folia, normalmente as escolas de samba do Rio de Janeiro não cobram para que uma famosa ocupe a função. Isso, porém, não significa que tudo saia de graça: na maioria das agremiações, são as próprias rainhas que arcam com suas despesas ao longo da preparação, inclusive com a fantasia usada na Marquês de Sapucaí. E, como quase tudo no mundo do samba, há exceções dos dois lados: quem cobra pelo cargo e quem banca os gastos.
Até o último Carnaval, a Unidos da Tijuca era a única escola carioca que cobrava diretamente pelo posto de rainha de bateria, e não se tratava de uma novidade nos bastidores da agremiação, que sempre adotou esse modelo. O cenário, no entanto, mudou. Desde a prisão do patrono Rogério de Andrade, a Mocidade Independente de Padre Miguel vive uma crise e também passará a negociar o cargo. A primeira-dama da escola se afastou do posto, abrindo espaço para que a função possa representar uma nova fonte de receita para a verde e branca. Rogério cumpre pena em um presídio federal, e o próprio presidente da escola, Flávio da Silva Santos, o Pepé, também foi preso.