Paris Jackson questiona herança e critica filme
Paris Jackson, filha de Michael Jackson, criticou os gestores do espólio do pai e afirmou que os administradores usam recursos da fortuna para atacá-la publicamente. A artista, modelo e cantora disse que passou a ser desqualificada depois que começou a cobrar maior transparência sobre sua parte na herança.
Em documentos enviados à Justiça, Paris acusa John Branca e John McClain, responsáveis pela administração do patrimônio, de promoverem uma campanha de constrangimento contra ela. A defesa da filha do cantor cita comentários atribuídos a representantes do espólio que, segundo a petição, teriam tom sexista e tentariam retratá-la como imatura.
Aos 28 anos, Paris nega que suas queixas sejam motivadas por busca de atenção ou influência de advogados. Ela afirma que o processo é doloroso e interfere em sua vida pessoal e carreira artística.
A fortuna de Michael Jackson é estimada em US$ 789 milhões. Paris acusa os administradores de má condução financeira e critica pagamentos a advogados ligados à defesa do espólio em ações relacionadas a acusações de abuso sexual contra o cantor, que sempre negou as denúncias em vida.
Os executores rejeitam as alegações. Eles afirmam que, desde a morte do cantor em 2009, transformaram um patrimônio endividado em uma estrutura bilionária. A defesa do espólio diz que Paris já recebeu cerca de US$ 65 milhões em benefícios e ainda poderá herdar centenas de milhões de dólares.
Além da disputa judicial, Paris também criticou a cinebiografia “Michael”, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson. Ela afirmou ter tido “0% de envolvimento” no projeto, embora tenha lido uma versão inicial do roteiro e enviado observações que, segundo ela, não foram acolhidas.
Paris considera o filme “desonesto” e criticou o que vê como uma narrativa controlada sobre a vida do pai. Para ela, a produção atende a fãs que preferem uma versão fantasiosa da trajetória de Michael Jackson.
A artista não compareceu à estreia do longa, assim como a tia Janet Jackson. Enquanto outros familiares apoiaram a produção, Paris manteve distância.
O espólio aposta na cinebiografia como nova fonte de receita, dentro de uma estratégia para ampliar os ganhos ligados à marca Michael Jackson. A postura de Paris expõe uma divisão entre a administração, que defende a rentabilização do legado, e a filha do cantor, que cobra transparência sobre a herança e questiona as decisões financeiras e a narrativa pública sobre o pai.