Knicks: 160 jogadas do fundo ao poço às finais
O presidente do New York Knicks, Leon Rose, assumiu o cargo em 2 de março de 2020 sem ilusões sobre o tamanho do desafio. Naquele dia, ele enviou um e-mail aos detentores de ingressos de temporada dizendo que nada seria fácil ou rápido e pediu paciência.
Rose prometeu ser honesto e direto, além de desenvolver um plano que fizesse sentido tanto para o crescimento de curto prazo quanto para o sucesso de longo prazo da equipe. 2.284 dias depois, esse processo culmina com os Knicks disputando o Jogo 1 das Finais da NBA.
A reconstrução do time exigiu 160 movimentações no elenco e na gestão. Rose assumiu quando a franquia estava no fundo do poço, acumulando temporadas perdedoras e má gestão. A paciência pedida por ele no primeiro dia se mostrou necessária ao longo dos anos.
O executivo trabalhou para reformular o elenco, trocando jogadores e acumulando escolhas de draft. As contratações e negociações foram feitas de forma gradual, sem atalhos. A estratégia priorizou jovens talentos e flexibilidade salarial.
A chegada às Finais representa o ápice de um trabalho que começou com uma base destruída. Rose não prometeu resultados imediatos, mas sim um processo consistente. A trajetória dos Knicks mostra que a reconstrução levou tempo e exigiu paciência da torcida e da diretoria.
O time agora colhe os frutos de um planejamento que priorizou o longo prazo. A classificação para as Finais é a prova de que o método adotado por Rose, baseado em honestidade e planejamento, funcionou após mais de seis anos de trabalho.