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Itália pede anulação da extradição de Zambelli

A Procuradoria da Itália pediu a anulação da extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O pedido foi apresentado nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, durante uma audiência na Justiça italiana. A deputada não compareceu ao julgamento.

O caso envolve a perseguição com arma de fogo ocorrida em outubro de 2022, em São Paulo. Na ocasião, Zambelli sacou uma pistola e perseguiu um homem em uma rua da capital paulista. O episódio foi registrado por câmeras de segurança e celulares.

A defesa da deputada alega que o pedido de extradição tem motivação política. Segundo os advogados, a ação seria uma tentativa de prejudicar a carreira política de Zambelli. A Procuradoria italiana, no entanto, argumenta que o processo deve seguir os trâmites legais.

O caso ganhou destaque na imprensa internacional. A Justiça italiana analisa se a extradição pode ser concedida com base no tratado bilateral entre Brasil e Itália. Zambelli tem dupla cidadania, o que complica ainda mais a situação.

Em nota, a deputada afirmou que confia na Justiça brasileira e que não há motivos para uma extradição. Ela disse ainda que o pedido é “eleitoreiro” e que faz parte de uma perseguição política contra ela e seus aliados.

A audiência foi suspensa e deve ser retomada nos próximos dias. O tribunal italiano ainda não definiu uma data para a decisão final. Enquanto isso, Zambelli segue em liberdade no Brasil.

Repercussão política

O pedido de extradição gerou reações no Congresso Nacional. Aliados de Zambelli criticaram a medida e disseram que ela é uma afronta à soberania brasileira. Já os opositores afirmaram que a Justiça deve ser cumprida, independentemente do cargo político.

O caso também reacendeu o debate sobre a imunidade parlamentar. Especialistas em Direito Constitucional afirmam que a extradição de um deputado federal é um processo complexo e que depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Procuradoria italiana, no entanto, insiste que o crime ocorreu em território nacional e que, por isso, a Itália tem jurisdição para julgar o caso. A defesa de Zambelli contesta esse argumento e diz que o episódio aconteceu no Brasil.

O desfecho do caso deve levar meses. Enquanto isso, a deputada continua exercendo seu mandato normalmente. A expectativa é que a Justiça italiana tome uma decisão até o final do ano.

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