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Gêmeas siamesas morrem em cirurgia em Ribeirão Preto

As gêmeas Heloísa e Helena, que nasceram unidas pela cabeça, morreram durante a quinta e última etapa de separação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP). O óbito foi confirmado pelo centro médico após 15 horas de procedimento, iniciado na manhã do sábado (15).

A equipe médica comunicou que as crianças, naturais de São José dos Campos (SP), não resistiram à etapa final. Os detalhes que levaram à morte das pacientes não foram divulgados até a última atualização desta notícia. O procedimento envolveu mais de 50 profissionais da saúde e de apoio.

Um ano de cirurgias até a separação

Heloísa e Helena começaram a passar pelas cirurgias em agosto de 2025. A equipe médica optou por dividir o procedimento em etapas para reduzir os riscos e preparar as estruturas compartilhadas pelas crianças para a separação definitiva.

Na primeira cirurgia, em 23 de agosto de 2025, cerca de 50 profissionais participaram e concluíram aproximadamente 25% da separação planejada. A segunda etapa aconteceu em novembro, durou cerca de dez horas, e as meninas receberam alta 19 dias depois.

Em 28 de fevereiro deste ano, as gêmeas passaram pela terceira cirurgia, que durou aproximadamente sete horas. Os médicos informaram que haviam alcançado cerca de 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos compartilhados pelas irmãs.

O neurocirurgião pediátrico Marcelo Volpon explicou, após aquela etapa, que a divisão das cirurgias fazia parte da estratégia adotada pela equipe.

Pele foi preparada para etapa final

A quarta cirurgia foi realizada em 21 de março e durou aproximadamente seis horas. O objetivo principal não foi avançar na separação do cérebro e dos vasos, mas instalar bolsas expansoras para aumentar a quantidade de pele disponível na cabeça das duas meninas. O procedimento era necessário para fechar os crânios depois da separação definitiva.

Na época, Jayme Farina explicou que os expansores funcionavam como bolsas de silicone colocadas vazias sob a pele e preenchidas gradualmente com soro fisiológico.

A cirurgia definitiva foi realizada neste sábado, mas as pacientes não resistiram.

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