Defesa: Bolsonaro não autorizou vídeo de IA em convenção
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou que ele não autorizou a produção ou exibição de um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) durante a convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi divulgada por meio de nota oficial.
O vídeo, que circulou nas redes sociais e foi exibido no evento, mostra uma imagem de Bolsonaro com falas que, segundo a defesa, não foram ditas por ele. O material foi classificado como deepfake pela equipe jurídica do ex-presidente. A defesa afirma que a tecnologia foi usada sem o conhecimento ou consentimento de Bolsonaro.
A convenção do partido ocorreu na última semana e gerou polêmica após o uso da imagem do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro ainda informou que tomará as medidas cabíveis para apurar a responsabilidade pela produção do vídeo.
Investigação sobre o vídeo de IA
O juiz responsável pelo caso, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou Bolsonaro a prestar esclarecimentos sobre o vídeo. A decisão foi tomada após representação da Procuradoria-Geral Eleitoral, que viu indícios de propaganda eleitoral antecipada com uso de tecnologia de IA.
Especialistas apontam que o uso de inteligência artificial para criar conteúdos falsos com aparência realista pode configurar crime eleitoral. A legislação brasileira proíbe a veiculação de informações falsas ou enganosas durante o período eleitoral.
A defesa de Bolsonaro nega qualquer envolvimento e reafirma que o ex-presidente não teve participação na elaboração do material. O caso segue em análise na Justiça Eleitoral.
Paralelamente, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) comentou o episódio. Em suas redes sociais, ele criticou o uso de IA para criar conteúdos políticos sem autorização. Kataguiri afirmou que a tecnologia deve ser usada com responsabilidade e que casos como este mostram a necessidade de regulamentação mais clara sobre deepfakes nas campanhas eleitorais.