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Pai de Henry Borel critica liberdade de Monique: “Injustiça

Pai de Henry Borel critica liberdade de Monique: "Injustiça
Crédito: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, criticou a liberdade concedida a Monique Medeiros, ex-esposa dele. Em entrevista ao programa “Fantástico”, da TV Globo, exibida no domingo (7 de junho), ele afirmou que a decisão da Justiça representa uma injustiça com o filho e com outras crianças vítimas de violência. Para ele, a punição aplicada a Monique não foi proporcional à gravidade do caso, que resultou na morte do menino em 2021.

Durante a conversa, Leniel disse que sua visão sobre Monique mudou ao longo das investigações. No início, ele acreditava que ela poderia estar sendo controlada ou impedida de falar. “O que eu achei, eu falei: ‘Opa, ela está sendo comedida, retraída, em cárcere privado e impedida de falar’. Era isso que eu achava, né? Eu imaginava que ela poderia estar protegendo o assassino do filho dela. Eu não imaginava! Porque o meu exemplo de mãe é a minha mãe. Eu não conseguia imaginar que uma mãe pode matar um filho”, declarou.

O caso Henry Borel ganhou repercussão nacional em 2021. O menino, de 4 anos, morreu em março daquele ano no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. A perícia apontou que a criança sofreu agressões. Monique e Jairinho foram presos e denunciados pelo Ministério Público. Em maio de 2026, Monique foi condenada a 13 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado, mas o benefício de liberdade provisória foi concedido após análise da Justiça, o que gerou a reação de Leniel Borel.

Ele também mencionou que a decisão judicial não reflete a gravidade dos fatos que levaram à morte de Henry. “Não houve justiça”, afirmou na entrevista, reforçando o descontentamento com o desfecho do processo para a mãe do menino.