Notícias

Erika Hilton celebra avanço da escala 6×1 no Senado

Erika Hilton celebra avanço da escala 6x1 no Senado
Crédito: Reprodução

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) comemorou o andamento da proposta que extingue a escala de trabalho 6×1. A declaração foi publicada nas redes sociais da parlamentar, que classificou a movimentação como uma “vitória da classe trabalhadora”. O texto, que tramita como PEC 221/2019, de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes, foi encaminhado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última sexta-feira (14/8).

Em sua mensagem, Erika Hilton afirmou que a escala 6×1 no país está com os dias contados. A deputada atribuiu o avanço da pauta à articulação política em Brasília, mencionando diretamente o trabalho do presidente Lula para destravar o assunto. Ela criticou a postura dos empregadores, dizendo que a proposta é vista como um problema por aqueles que desejam manter a exploração dos trabalhadores.

“A escala 6×1 no Brasil está com as horas contadas. A nossa articulação e a excelente articulação do presidente Lula em Brasília destravaram a pauta que é o terror da burguesia. O terror dos patrões que querem continuar explorando os trabalhadores. O Brasil quer mais tempo, quer descanso, quer qualidade de vida”, declarou a deputada.

A proposta agora segue para a CCJ do Senado, onde será analisada quanto à sua admissibilidade. Caso aprovada, a matéria deverá ser discutida e votada no plenário da Casa. O texto original, apresentado na Câmara dos Deputados, propõe alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para proibir a jornada de seis dias consecutivos de trabalho com apenas um de descanso, modelo atualmente permitido pela legislação.

O movimento pelo fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses, com manifestações e campanhas nas redes sociais organizadas por entidades sindicais e movimentos sociais. Os defensores da mudança argumentam que a jornada atual prejudica a saúde física e mental dos trabalhadores, além de reduzir o tempo disponível para convívio familiar e lazer. Por outro lado, setores do empresariado demonstram resistência à proposta, alegando possíveis impactos na produtividade e nos custos das empresas.

Navegue por todo o conteúdo