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Tribalistas: filme mostra criação, sem impacto

O documentário “Tribalistas – O baú da hora fértil”, dirigido por Dora Jobim, cumpre bem o papel de mostrar como nasceram as músicas do trio formado por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte. No entanto, a produção deixa de lado uma análise sobre o impacto que essas canções tiveram no Brasil e no exterior.

Com roteiro de Pablo Ribeiro e Christiana Albuquerque, o filme reúne imagens de arquivo que revelam o processo de criação do grupo. O documentário já passou por festivais e tem estreia marcada no Canal Curta! para o primeiro semestre de 2027, ano em que o álbum “Tribalistas” completa 25 anos de lançamento, ocorrido em novembro de 2002.

As gravações mostram os encontros do trio no estúdio Ilha dos Sapos, em Salvador (BA), a partir de abril de 2001. Foi nesse período que surgiram canções como “Carnavália”, “Já sei namorar”, “Passe em casa” e “Velha infância”. O registro se concentra nos bastidores das composições, enquanto o processo de gravação do primeiro disco já havia sido documentado no DVD “Tribalistas”, de 2002.

Nas imagens, é possível perceber como cada integrante contribuía de um jeito próprio. Arnaldo Antunes se dedicava mais ao sentido e ao acabamento dos versos. Carlinhos Brown aparecia como uma fonte de ritmos. Marisa Monte se destacava na criação das melodias, que se tornaram populares entre o público brasileiro e estrangeiro.

O filme começa mostrando a criação e a gravação das músicas nos primeiros 44 minutos. Depois, salta para agosto de 2003, quando o trio aparece na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, já com o álbum lançado. Em seguida, há imagens de um show em Paris, na França, em setembro daquele ano. O roteiro avança então para 2018, ano da primeira turnê do grupo, realizada após o lançamento do segundo álbum, em agosto de 2017.

Entre agosto de 2018 e abril de 2019, os Tribalistas fizeram 34 apresentações em estádios, arenas e casas de shows no Brasil, Europa, Estados Unidos, Argentina e Uruguai. As imagens da turnê mostram a grande adesão do público, inclusive de estrangeiros. Para o crítico, o filme poderia ter aproveitado esse momento para discutir a força e os resultados daquele período de criação em Salvador, mas optou por manter apenas o registro documental.

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