Sinner: os obstáculos para vencer em Roma
Não se trata apenas dos favoritismos atribuídos ao cabeça de chave número 1. É que, analisando a chave de Roma, fica difícil identificar um verdadeiro obstáculo no caminho de Jannik Sinner. A ausência de Alcaraz, o desempenho do italiano nos últimos dois meses e a concorrência que parece derreter quando enfrenta o atual número 1 do mundo criam uma grande diferença entre ele e os demais.
Impressiona a sequência de resultados contra adversários de alto nível, do 30º do ranking para cima: desde a turnê americana, Sinner não apenas venceu todos, mas também não perdeu nenhum set. Ele cedeu três games a Tien e, na última partida em Madri, a Zverev; quatro a Tiafoe; seis a Fils; sete a Auger-Aliassime; e oito a Lehecka.
Emergentes
Um dos jogadores em melhor forma no circuito é o francês Arthur Fils, que subiu do 42º para o 17º lugar após seis meses de parada, com duas finais, duas semifinais e duas quartas em 2026. No entanto, o confronto com Sinner há alguns dias na Espanha foi implacável. O tcheco Mensik, o último a vencer Jannik em Doha, pode reencontrá-lo na terceira rodada (se Berrettini permitir). Os jogadores de maior renome que mais o incomodaram recentemente foram Rafael Jodar, Daniil Medvedev e Joao Fonseca.
O espanhol Jodar é a nova promessa do tour: no primeiro ano como profissional, o jovem de 19 anos já chegou ao 34º lugar, com final em Marrakech, semifinal em Barcelona e quartas em Madri, onde competiu de igual para igual com Sinner no segundo set (6-2, 7-6). Longilíneo, potente no fundo de quadra e com abordagem calvinista ao tênis, Jodar é um Sinner em miniatura. Cabeça de chave número 32 no Foro Italico, está no lado oposto da chave e pode enfrentar Zverev nas quartas.
Medvedev teve seu auge em 2026 em Indian Wells, perdendo a final para Sinner em dois tie-breaks, mas no saibro já foi derrotado por Berrettini (com duplo 6-0 em Montecarlo) e Cobolli. Quanto a Fonseca, também competiu ponto a ponto com Jannik em Indian Wells (7-6, 7-6 como contra o russo), mas até agora a temporada não lhe trouxe grandes emoções. Da mesma idade de Jodar, com grandes expectativas, corre o risco de ser ultrapassado pelo espanhol no ranking. Em Roma, é o 27º cabeça de chave e não tem um caminho fácil para uma possível semifinal com Sinner.
Nole
Um caso à parte é Novak Djokovic: ele não joga há quase dois meses (última partida em 12 de março, derrota para Draper em Indian Wells). Alguns problemas físicos, mas principalmente a vontade de dosar sua presença no tour, aos 38 anos e com 24 títulos de Grand Slam. Em Roma, cabeça de chave número 3, pode ser uma carta inesperada. Se chegar à final com Sinner, a Raposa pode fechar o círculo em duas frentes: a revanche de Melbourne e o primeiro título italiano 50 anos depois de Panatta.
Para o povo tricolor, não haveria nada melhor do que uma final no domingo, 17 de maio, entre dois italianos do top 10: Lorenzo Musetti, já semifinalista no ano passado, se jogar como sabe pode avançar. E atenção a Flavio Cobolli, que quando tem o apoio da torcida (como em Bolonha na Davis) se transforma no Hulk.
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