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Segredos do set de A Casa do Dragão: 300 artesãos

O set da série A Casa do Dragão guarda diversos segredos que foram revelados em uma visita do Estadão aos estúdios Leavesden, na Inglaterra. A produção, que encerra sua terceira temporada neste domingo, 9, na HBO Max, construiu do zero os cenários da Fortaleza Vermelha, palco central dos conflitos de poder vividos pela rainha Rhaenyra (Emma D’Arcy).

Os cenários internos do palácio foram os primeiros a serem erguidos para a série, em um trabalho que levou cerca de seis meses e começou durante a pandemia de covid-19. O diretor de arte Jim Clay explicou que teve liberdade para modificar a arquitetura em relação à série original, Game of Thrones, inspirado na corte do rei Henrique VIII e na paranoia que cercava aquele ambiente.

Nada foi reaproveitado da produção anterior. Segundo Clay, o custo de armazenamento era alto e a maior parte dos cenários antigos foi desmontada. A nova Fortaleza Vermelha conta com paredes vermelhas, escadarias imponentes e uma pintura em tecido que representa a cidade de Porto Real, inspirada na Croácia.

Os detalhes são cuidadosamente planejados. A decoração inclui muitas velas, que representam um dos maiores gastos do departamento de arte, e folhas secas espalhadas estrategicamente para mostrar a deterioração do palácio. Uma equipe de cerca de 300 artesãos trabalhou na criação de objetos e móveis exclusivos para a produção.

Na área externa, o set da Baixada das Pulgas ganhou uma expansão para a terceira temporada, com ruas de terra e becos contínuos para cenas de perseguição. A produção também construiu uma réplica da praça do Grande Septo de Porto Real, originalmente filmada na Espanha, para evitar uma nova viagem ao país europeu.

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