Parasita ameaça rebanho bovino dos EUA
Um parasita voltou a ser detectado nos Estados Unidos e ameaça o rebanho bovino do país, que já está no menor nível em 75 anos. A situação tem provocado aumento nos custos dos frigoríficos e no preço da carne.
Após o anúncio do caso, as ações de grandes empresas do setor caíram. A Tyson Foods recuou 4,2% em Nova York, enquanto o papel da JBS caiu 2,6%, atingindo o menor patamar desde sua listagem nos EUA.
Os produtores de gado americanos estavam em alerta há meses por causa de um surto de mosca-da-bicheira no México. Ontem, larvas foram encontradas na região umbilical de um bezerro na cidade de La Pryor, no Texas, a cerca de 50 quilômetros da fronteira. O USDA confirmou que é o primeiro caso em território americano em uma década.
A agência afirma que não há motivos para acreditar que a praga se espalhará pelo país. Mesmo assim, foram implementadas medidas sanitárias, como restrições à movimentação de animais em um raio de 20 km da área infestada.
O governo também está acelerando a liberação de moscas estéreis na região, o que ajuda a frear a disseminação do parasita. Além disso, tem autorização do FDA para usar medicamentos veterinários emergencialmente, caso o surto se espalhe.
A mosca-da-bicheira foi detectada pela última vez nos EUA em 2016. O parasita deposita seus ovos em feridas ou mucosas de animais de sangue quente. Na fase larval, a espécie penetra o tecido vivo do hospedeiro e pode matá-lo em poucos dias se as feridas, conhecidas como bicheira ou miíase, não forem tratadas. A movimentação de animais infestados é a forma mais comum de disseminação do parasita, que raramente ocorre em humanos.
Impacto no setor
A redução do rebanho bovino americano já vinha pressionando os preços da carne no mercado interno. Com a ameaça do parasita, o setor teme novos aumentos de custos e possíveis restrições sanitárias que podem afetar a oferta de carne no país.