Insights

O pai de Iga Świątek reage, e ela enfrentará rival

Controvérsia no início da carreira marcou a trajetória da tenista tcheca Sara Bejlek, que será a adversária de Iga Świątek na segunda rodada do Torneio de Roland Garros. A partida está marcada para esta quarta-feira, 27 de maio, na quadra Philippe Chatrier, a partir das 12h, com transmissão pelo Eurosport 1.

Bejlek, de 20 anos, enfrentou uma onda de críticas da imprensa internacional em 2022, quando tinha 16 anos. Após se classificar para a chave principal do US Open, a jovem comemorou com seu pai, Jaroslav, e com o treinador, Jakub Kahoun. Imagens mostram o pai abraçando a filha, dando tapinhas em suas nádegas e a beijando na boca. O treinador agiu de forma semelhante.

A cena gerou um escândalo nos Estados Unidos. Bejlek afirmou que a reação foi espontânea e que a equipe discutiu o ocorrido para que não se repetisse. “Foi uma reação espontânea da equipe. Estávamos felizes. Alguns podem ter achado inadequado. Discutimos isso com toda a equipe. Isso não vai acontecer de novo”, disse a tenista na época. Ela completou: “Meu pai é meu pai e sempre será. Conheço meu treinador desde os oito anos. Se algo assim tivesse acontecido na República Tcheca, ninguém teria notado. Mas estamos nos Estados Unidos, então todos estão falando sobre isso.”

A tenista de 1,63 metro afirma que o episódio a afetou mentalmente. Após um período de resultados fracos, ela voltou a crescer no circuito. Em 2025, venceu seu primeiro título em Roland Garros, novamente como qualificatória, derrotando Marta Kostiuk por 6 a 3 e 6 a 1. A atuação foi elogiada por fãs nas redes sociais.

Atualmente na 35ª posição do ranking mundial, Bejlek tem como maior feito na carreira a conquista do WTA 500 de Abu Dhabi em fevereiro deste ano. Na ocasião, venceu a russa Ekaterina Alexandrova, então número 11 do mundo. “É uma sensação incrível. Agora sei que posso competir com qualquer um. Não preciso ter medo de ninguém”, afirmou após o título.

Bejlek é canhota e tem um estilo de jogo baseado em combinações, contragolpes e inteligência tática. Apesar da baixa estatura, ela diz usar sua agilidade e bom senso de quadra como vantagens. “É ruim ser mais baixa que as outras. Mas tenho meus próprios pontos fortes que as jogadoras mais altas não têm. Uso minha intuição quando jogo. Corro bem e, quando posso bater com mais força, eu bato”, explicou.

Nas quadras de saibro, Bejlek venceu apenas uma das cinco partidas que disputou antes de chegar a Paris. Na estreia em Roland Garros, derrotou a norte-americana Sloane Stephens por 2 sets a 0, com parciais de 6 a 3 e 6 a 2.

Navegue por todo o conteúdo