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Mina the Hollower: Análise Completa

Após a primeira hora de Mina the Hollower, me vi jogado em um mundo hostil, sem um caminho “correto” óbvio a seguir e com inimigos que podiam me matar com poucos golpes, independentemente da direção escolhida. Foi nesse momento que percebi que este RPG retrô escondia muito mais do que eu esperava – e, uma vez que me aprofundei, nunca mais quis voltar à superfície.

Mina é uma aventura difícil, lindamente estilizada com a arte dos melhores jogos do Game Boy Color, e não esconde essas influências. O jogo pega emprestado a estrutura de mundo aberto de The Legend of Zelda, adiciona uma boa dose do cenário de terror e das trilhas sonoras de Castlevania e incrementa a experiência com uma surpreendente inspiração nos jogos Souls da FromSoft no combate e na progressão.

Em algum ponto dessa mistura, Mina se torna mais que a soma de suas partes, fazendo variações e remixes com brilhantismo consistente. Sua aparência quadrada esconde sistemas de combate ricos, alguns dos melhores quebra-cabeças já vistos em jogos e um mundo engraçado e profundamente estranho que adorei explorar.

A desenvolvedora Yacht Club Games não é novata em homenagens retrô, com sua série de destaque Shovel Knight se inspirando fortemente nos clássicos do NES, como Mega Man. Enquanto Shovel Knight seguiu fielmente seu material de origem, Mina usa jogos Zelda como Link’s Awakening e a dupla Oracle como base para uma abordagem mais profunda e moderna de um RPG de ação visto de cima.

Você tem um pulo que ultrapassa pequenos buracos, mas nunca alcança plataformas mais altas; um mundo que rola parcialmente, mas com bordas distintas entre as regiões; e, claro, começa com uma arma curta (na verdade, várias para escolher). Esses não são os jogos Zelda que os desenvolvedores costumam mirar, mas adoro como as limitações aparentes de imitar os primeiros Zeldas portáteis escondem a complexidade interna de Mina.

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