Hungria: reviver história no cinema para impactar vidas
O filme Hungria: A Escolha de um Sonho chega aos cinemas nesta quinta-feira (7) para mostrar um lado ainda não visto de Gustavo da Hungria Neves, conhecido como Hungria Hip Hop. A cinebiografia explora o lado mais íntimo da vida do rapper ao revisitar sua juventude e levar às telas os desafios e as escolhas que marcaram o início da sua trajetória.
O rapper vive o dia a dia da música desde os 14 anos e já passou por palcos como o Lollapalooza Brasil e o Rock in Rio, além de criar o próprio festival, o Downtown – A Cidade do Hungria. Gabriel Santana é responsável por interpretar Hungria no longa e revisita a juventude de Gustavo na Cidade Ocidental, no entorno do Distrito Federal, em uma história de resistência, dificuldades e dúvidas. O elenco ainda conta com André Ramiro e Ramon Brant.
Em bate-papo com a Quem, o artista revelou que assistir à própria trajetória no cinema foi um processo intenso e, em alguns momentos, difícil. “É algo inacreditável. Existe um sentimento muito grande de gratidão, mas também de responsabilidade”, afirmou. Segundo ele, o filme carrega um propósito que vai além do entretenimento. “Sempre digo que é mais importante tocar corações do que alto-falantes, porque alto-falantes são pessoas. A ideia é que esse projeto possa, de alguma forma, impactar vidas”, disse.
Hungria também destacou a mensagem que deseja transmitir ao público, especialmente aos mais jovens. “Às vezes, parece que o caminho fácil aparece primeiro, mas o filme mostra que a dificuldade pode ser mais dura e, ainda assim, vale mais a pena”.
Protagonista da trama, Gabriel Santana contou que ter o próprio artista por perto durante as gravações foi determinante para a construção do personagem e também um alívio. “Eu estava com muito medo, porque é uma responsabilidade grande fazer a biografia de alguém que está vivo. Mas, quando começaram as gravações e eu conheci todo mundo, fiquei mais tranquilo e consegui confiar no processo junto com a direção”, explicou.
Segundo ele, o convívio direto trouxe camadas que não aparecem publicamente. “Várias vezes, quando o Hungria não estava, iam amigos e familiares dele acompanhar e eles falavam: ‘Nessa idade, ele fazia isso’, ‘nos shows ele fazia isso’”, contou.
Com direção de Izaque Cavalcante e Cristiano Vieira, o filme traz a relevância do início da vida artística. Os diretores explicam que a proposta foi fugir do óbvio e deixar de lado grandes shows para focar nos bastidores. “A maioria das cinebiografias mostra o auge, os palcos. A nossa preocupação era contar como ele chegou até aqui. Era mostrar o lado de dentro: a família, as dificuldades, a relação com a mãe”, afirmou Cristiano.
Os diretores também falaram sobre o desafio de equilibrar o artista e o homem por trás da fama. Para eles, a principal preocupação foi mostrar o lado mais humano da história. “É um desafio muito grande, porque as pessoas estão acostumadas a ver o artista nas telas, nesse lugar mais idealizado. Trazer o lado humano, a luta, a resiliência e a persistência exige um cuidado maior”, explicaram.
Ao revisitar o início da trajetória de Hungria, o longa aposta em uma narrativa que vai além da fama e dos palcos, destacando temas como fé e família. A proposta, segundo a equipe, é que o público saia do cinema não apenas conhecendo a história do artista, mas também refletindo sobre os próprios caminhos.