Hayden Panettiere morre aos 36 anos
A atriz americana Hayden Panettiere morreu neste domingo (16), aos 36 anos. A informação foi confirmada pela ABC News, que citou o representante da artista. Ela ficou conhecida por seus papéis em séries como “Nashville” e “Heroes”.
O pai dela, Alan “Skip” Panettiere, em comunicado à ABC News, disse: “É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento trágico de nossa amada Hayden. Ela era uma luz incrível e uma força da natureza que trouxe amor e alegria imensuráveis a todos que a conheceram – e aos milhões que a assistiram na tela”.
A causa da morte não foi divulgada. A assessora de imprensa Kasey Kitchen informou à NBC News que o caso está sendo investigado. Panettiere era mãe de Kaya Evdokia Klitschko, de 11 anos, fruto do relacionamento com o ex-boxeador ucraniano Wladimir Klitschko.
Ex-atriz mirim, Panettiere ganhou reconhecimento ao dublar a princesa formiga Dot na animação da Pixar “Vida de Inseto”, de 1998. O trabalho no álbum de leitura conjunta do filme rendeu a ela uma indicação ao Grammy de Melhor Álbum de Palavra Falada para Crianças.
A fama veio com o papel de Claire Bennet, uma líder de torcida com superpoderes, na série “Heroes”, da NBC, que estreou em 2006. Ela também atuou no drama “Duelo de Titãs”, de 2000, com Denzel Washington. Panettiere recebeu duas indicações ao Globo de Ouro, em 2013 e 2014, por seu papel como Juliette Barnes no drama musical “Nashville”. Ela também participou da franquia de terror “Pânico”.
Sua aparição mais recente foi no thriller psicológico “Sleepwalker”, lançado nos EUA em janeiro de 2026, segundo o site IMDb. O irmão dela, o ator Jansen Panettiere, morreu em 2023, aos 28 anos, por complicações relacionadas a um coração dilatado e a um problema na válvula aórtica.
Vício em drogas e álcool
Em 2022, a atriz revelou à revista People um vício em drogas e álcool que quase lhe custou a vida. “Eu estava no topo do mundo e arruinei tudo”, disse. Panettiere contou que passou anos lutando contra o vício enquanto enfrentava depressão pós-parto. Ela buscou tratamento, mas se viu cada vez mais dependente do álcool. “Havia apenas essa cor cinza na minha vida”, lamentou.
A atriz afirmou que não bebeu durante a gestação, mas declarou: “Nunca tive a sensação de querer prejudicar minha filha, mas não queria passar nenhum tempo com ela.” Ela contou que trabalhou para ser sincera consigo mesma para encarar uma internação e um tratamento de trauma. “Acho que cheguei ao fundo do poço, mas lá há aquele alçapão que se abre.”
Na entrevista, ela revelou que, aos 15 anos, um membro de sua equipe começou a oferecer “pílulas da felicidade” para que ela caminhasse nos tapetes vermelhos. “Era pra me deixar animada durante as entrevistas. E não fazia ideia de que aqui não era apropriado, ou que era a porta de abertura para meu vício”, contou.