Insights

Guia etapa por etapa do Giro d’Italia 2026

A primeira grande volta da temporada de 2026 começa na sexta-feira, na Bulgária, que pela primeira vez recebe a Grande Partenza do Giro d’Italia. Três semanas depois, em 31 de maio, a camisa rosa e o restante do pelotão chegarão a Roma, onde o vencedor da 109ª edição será coroado.

Pelo caminho, os ciclistas enfrentarão desafios variados, incluindo muitos testes de subida que decidirão qual dos favoritos – Jonas Vingegaard, Giulio Pellizzari ou Adam Yates – merece a camisa rosa. No geral, é um Giro bastante favorável aos escaladores, embora não seja tão duro quanto várias edições recentes.

O Giro de 2026 tem o segundo menor ganho de elevação total entre as últimas cinco edições. As visitas à subida do Blockhaus e aos Dolomitas darão muito o que esperar aos escaladores. Haverá uma contrarrelógio individual que pode ser decisiva. O bônus intermediário Red Bull KM retorna em 2026, oferecendo um ponto por etapa com bônus de 6-4-2 segundos para os três primeiros a passar. Em alguns dias, a fuga levará o bônus, mas em outros pode ter um papel maior.

Etapa 1: Nessebar a Burgas – 147 km
Data: sexta-feira, 8 de maio de 2026
Dificuldade: duas estrelas. A edição de 2026 abre com uma etapa provavelmente para sprinters. As subidas de 4ª categoria dificilmente criarão separação, mas o percurso na costa do Mar Negro pode trazer ventos laterais. A chegada tem um falso plano que pode favorecer sprinters mais leves.

Etapa 2: Burgas a Veliko Tarnovo – 221 km
Data: sábado, 9 de maio de 2026
Dificuldade: três estrelas. Os escaladores mais potentes podem se destacar no segundo dia na Bulgária. As duas subidas no meio da prova ajudarão a reduzir o pelotão, e a passagem Lyaskovets Monastery Pass, com 3,9 km a 6,8%, pode ser uma plataforma para caçadores de etapa. O posicionamento do Red Bull KM, pouco antes dessa subida, pode ver os candidatos à geral disputando bônus.

Etapa 3: Plovdiv a Sofia – 175 km
Data: domingo, 10 de maio de 2026
Dificuldade: três estrelas. Esta etapa deve favorecer os escaladores novamente. A parte final é mais dura, com algumas subidas curtas e íngremes. A chegada em Sofia pode ser para um grupo reduzido ou para um atacante solitário. A Red Bull KM está posicionada em uma subida a cerca de 30 km do final, podendo influenciar a luta pela classificação geral.

As próximas etapas levarão o pelotão aos Alpes e aos Dolomitas, com a temida subida do Blockhaus na segunda semana e uma contrarrelógio individual que pode definir a corrida. O Giro termina em Roma no dia 31 de maio, com a tradicional etapa de chegada na capital italiana.

Navegue por todo o conteúdo