Greve de educadores em SP decide continuidade
Os educadores da rede municipal de São Paulo decidiram manter a greve da categoria. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta terça-feira (19).
O movimento é uma reação ao Projeto de Lei 354/2026, enviado pelo prefeito Ricardo Nunes e aprovado na semana passada. De acordo com os professores, o texto aprofunda a precarização do ensino e avança na privatização dos Centros de Educação Infantil (CEIs).
A categoria também critica o reajuste salarial proposto, que ficaria abaixo da inflação. Os educadores afirmam que as CEIs conveniadas, modelo defendido pela prefeitura, oferecem menos estrutura para alunos de inclusão, infraestrutura precária e piores condições de trabalho.
Em meio ao embate, os professores apontam que a gestão Nunes gastou R$ 108 milhões com a instalação de um sistema de Wi-fi considerado superfaturado. O contrato foi firmado com a empresa que produz um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para os grevistas, esse dinheiro poderia ter sido aplicado na melhoria das CEIs e EMEIs, que enfrentam falta de manutenção.
A mobilização dos educadores já contou com atos de unidade, como a ação conjunta com estudantes da USP na Avenida Paulista. Os professores também ajudaram a recuperar o acervo da biblioteca da Faculdade de Educação da USP (FEUSP), que foi danificado pela água após a queda do teto do prédio.
A categoria defende que essa unidade é o caminho para enfrentar o que chamam de projeto de precarização e privatização imposto por Ricardo Nunes e pelo governador Tarcísio de Freitas. Para fortalecer a luta, os educadores convocam a participação em um ato no dia 20, às 14h, com concentração no Largo da Batata com destino ao Palácio dos Bandeirantes.