Foguete de Musk colide com a Lua nesta quarta
O estágio superior de um foguete Falcon 9 da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, vai colidir com a superfície da Lua nas primeiras horas desta quarta-feira (5). O impacto está previsto para ocorrer às 3h35, no horário de Brasília. O objeto viaja a uma velocidade próxima de 8.700 quilômetros por hora e não representa risco para a Terra.
A colisão será monitorada pela comunidade científica. Diferente dos meteoritos, que atingem a Lua de forma natural, os pesquisadores conhecem a massa, a velocidade, a trajetória e o ângulo de impacto do objeto, identificado nos registros orbitais como 2025-010D. Com esses dados, será possível comparar as descobertas com modelos científicos e entender melhor como as crateras lunares se formam.
Por que o foguete vai atingir a Lua?
O estágio superior do Falcon 9 foi lançado em janeiro de 2025 para colocar dois módulos comerciais em trajetória lunar: o Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e o Resilience, da empresa japonesa Ispace. Após concluir a missão, o foguete não tinha combustível suficiente para retornar à Terra ou alterar sua rota. Desde então, vagou descontroladamente pelo espaço até ser puxado pela gravidade da Lua.
O objeto mede mais de 12 metros e pesa cerca de quatro toneladas. Ele é um dos componentes que não podem ser reutilizados nesse tipo de lançamento. Enquanto o primeiro estágio do Falcon 9 retorna à Terra, o segundo permanece no espaço após liberar sua carga útil.
A missão do Falcon 9
O lançamento fez parte do programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), conduzido pela NASA como parte do projeto Artemis. A estratégia busca fortalecer a exploração da Lua e preparar o retorno de astronautas para estabelecer uma presença permanente na superfície do satélite. Graças à missão, os módulos comerciais iniciaram a jornada com sucesso, enquanto o estágio superior foi abandonado no espaço.
Observação do fenômeno
As melhores condições para observar o evento serão na América do Sul e nas latitudes médias da América do Norte, onde a escuridão favorece a visão. No entanto, especialistas acreditam que será difícil ver o clarão da colisão, porque o impacto ocorrerá perto da borda visível do disco lunar, em uma região iluminada pelo Sol. A colisão deixará uma nova cratera que poderá ser analisada por sondas em órbita da Lua.