Deolane divide cela por síndrome do pânico, diz MP
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que a influenciadora Deolane Bezerra escolheu dividir a cela com outras detentas por sofrer de síndrome do pânico. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8).
Segundo o MP, a decisão de compartilhar o espaço na prisão partiu da própria influenciadora. Ela teria alegado que a condição de saúde a levou a buscar a companhia de outras pessoas para evitar crises de ansiedade.
A declaração do Ministério Público foi feita para contestar os argumentos da defesa de Deolane, que pedia a prisão domiciliar. Os promotores afirmam que não há justificativa para o benefício, já que a medida de dividir a cela foi uma escolha da influenciadora.
A defesa de Deolane havia solicitado a transferência para o regime domiciliar com base em problemas de saúde. O MP, no entanto, rebateu a solicitação, destacando que a síndrome do pânico não a impede de permanecer no sistema prisional comum.
Deolane Bezerra foi presa em uma operação que investiga crimes de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Ela está detida desde o mês passado e aguarda o julgamento de recursos.
O caso segue em análise na Justiça de São Paulo. A defesa da influenciadora ainda não se manifestou sobre as novas declarações do Ministério Público.
Outro caso de saúde mental no sistema prisional
Em situação semelhante, um detento de 34 anos na penitenciária de Ribeirão Preto também pediu para ser transferido para uma cela individual. Ele alegava sofrer de transtorno de ansiedade generalizada.
A direção do presídio negou o pedido. A justificativa foi a falta de vagas em alas especiais. O preso permanece na cela coletiva, mas recebe acompanhamento psicológico regular.
Especialistas apontam que casos de transtornos mentais são comuns no sistema carcerário brasileiro. Dados da Secretaria de Administração Penitenciária mostram que cerca de 20% dos detentos apresentam algum tipo de problema psicológico.
A maioria desses presos não recebe tratamento adequado. A superlotação das unidades e a falta de profissionais de saúde são os principais motivos apontados por relatórios oficiais.