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Cibersegurança corporativa: o desafio entre consciência e ação

Um novo levantamento sobre cibersegurança corporativa revela um descompasso entre a percepção de risco e as ações concretas das empresas. A pesquisa mostra que, embora a maioria dos executivos reconheça a importância da proteção digital, muitos ainda não implementam medidas práticas para se defender.

O estudo aponta que 70% dos líderes empresariais consideram a cibersegurança uma prioridade máxima. No entanto, menos da metade deles realiza testes regulares de vulnerabilidade ou possui planos de resposta a incidentes. Essa lacuna entre consciência e ação expõe as organizações a ataques cibernéticos.

Os dados indicam que o principal obstáculo não é a falta de tecnologia, mas sim a ausência de uma cultura de segurança integrada. Muitas empresas ainda tratam a cibersegurança como um custo, e não como um investimento estratégico. Esse comportamento deixa brechas que os criminosos exploram com frequência.

Entre as recomendações para superar esse desafio, especialistas sugerem a realização de treinamentos contínuos para funcionários. Outra medida apontada é a contratação de profissionais dedicados à área, além da adoção de ferramentas de monitoramento em tempo real.

A pesquisa conclui que a transformação digital acelerada pela pandemia aumentou a superfície de ataque. Com mais dispositivos e sistemas conectados, a proteção precisa ser vista como parte do planejamento de negócios, não como uma ação reativa.

Fornecedores de TI como porta de entrada

Um segundo estudo complementa o cenário ao mostrar como atacantes estão usando fornecedores de tecnologia para invadir grandes organizações. A tática, conhecida como ataque à cadeia de suprimentos, explora a confiança entre empresas e seus parceiros.

Os criminosos miram sistemas de fornecedores menores, que muitas vezes têm menos recursos de segurança. Uma vez dentro, eles usam esse acesso para chegar aos clientes maiores. O relatório destaca que 60% dos ataques bem-sucedidos a grandes corporações no último ano tiveram origem em fornecedores comprometidos.

Para se proteger, as empresas precisam avaliar a segurança de seus parceiros com o mesmo rigor que aplicam internamente. Isso inclui auditorias regulares e a exigência de certificações de segurança. Ignorar esse elo fraco pode comprometer toda a estrutura de defesa digital.

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