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BBAS3: lucro de R$ 3,9 bi no 2T, alta de 3,3%

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou seus resultados na noite desta quarta-feira (12). O lucro líquido ajustado registrado pelo banco ficou em R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre, alta de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com projeções compiladas pela LSEG, a expectativa de analistas era de R$ 3,6 bilhões.

As orientações fornecidas pelo Banco do Brasil ofereciam expectativa semestral de lucro de R$ 18 bilhões a R$ 20 bilhões. O banco lucrou R$ 7,3 bilhões no 1º semestre de 2026. Na comparação trimestral, o lucro avançou 13,9%. O banco apresentou retorno sobre o patrimônio líquido de 8,3%. O número avançou em relação aos 7,3% dos primeiros três meses de 2026, mas ficou estável em relação aos 8,4% do mesmo período em 2025.

“Os números apresentados hoje são fruto de uma execução estratégica consistente e reforço dos vetores de geração de valor. O resultado 13,9% maior sobre o trimestre anterior traz ainda a evolução da nossa margem financeira bruta, sustentada por um mix de crédito que tem uma melhor relação risco x retorno, pela diversificação das captações e pela boa alocação da nossa liquidez”, afirmou a presidenta do BB, Tarciana Medeiros, sobre os resultados do 2T26.

Entre os destaques do balanço estão o lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, ROE de 8,3%, margem financeira bruta de R$ 27,5 bilhões, custo de crédito de R$ 18,5 bilhões, inadimplência acima de 90 dias de 5,6% e carteira de crédito expandida de R$ 1,3 trilhão.

A carteira de crédito expandida do banco de controle estatal somava R$ 1,31 trilhão ao final de junho, alta de 1,5% ano a ano e de 0,6% ante os três meses anteriores. O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,61%, de 3,96% um ano antes e 5,05% nos primeiros três meses de 2026. O custo do crédito no BB cresceu 16,1% ano a ano, mas encolheu 2,1% na base trimestral, para quase R$ 18,5 bilhões.

“O aumento das receitas com prestação de serviços ganha potência pela complementariedade do nosso conglomerado e os custos permaneceram sob controle, a partir de um trabalho constante de eficiência, sem abrir mão de investir naquilo que constrói o futuro: pessoas e tecnologia”, disse a CEO do BB.

Em relação ao esperado para carteira de crédito, o crescimento ficou na parte mais baixa do guidance, mas ainda dentro, com alta de 0,6% (intervalo ficou entre 0,5% a 4,5%), no primeiro semestre. A carteira com maior perda foi a de empresas, que recuou 6,4% no período (expectativa era de -3% a 1%). A carteira agro, que tem sido a maior detratora dos balanços do banco nos últimos trimestres, teve crescimento de 4,1%, ante esperada perda de 2% a avanço de 2%. A carteira pessoa física também ficou abaixo do guidance e cresceu 4,4%, com expectativa de alta entre 6% e 10%.

O Banco do Brasil (BBAS3) foi apontado por analistas como um dos bancos mais pressionados nesta temporada de resultados. O Itaú BBA projetava crescimento modesto da carteira de crédito, próximo de 1% na comparação anual, além de um custo de risco elevado, ao redor de 6,4%, refletindo tanto fatores sazonais ligados ao agronegócio quanto uma deterioração mais ampla da qualidade da carteira. A leitura predominante entre os analistas de diversas casas, como JP Morgan, Bank of América e o próprio BBA, já era de que o Banco do Brasil ainda atravessa um período desafiador.

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