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BBA corta recomendação da Minerva por ambiente desfavorável

O Itaú BBA rebaixou a recomendação das ações da Minerva (BEEF3) de “outperform” (equivalente à compra) para “market perform” (equivalente à neutro). A revisão ocorre um dia após o Goldman Sachs ter reduzido o preço-alvo do frigorífico.

O banco também cortou o preço-alvo de R$ 9 para R$ 5,50, o que representa um potencial de valorização de 19% em relação ao fechamento de quarta-feira, de R$ 4,26. Por volta das 10h55 desta quinta-feira (21), os papéis caíam 5,40%, a R$ 4,03.

Segundo o BBA, a revisão reflete um ambiente operacional menos favorável e uma visibilidade limitada sobre variáveis importantes para a companhia. Entre os fatores citados estão o risco de reversão do ciclo do gado no Brasil, a queda nos volumes de abate em países da América do Sul, a falta de visibilidade sobre a demanda chinesa por carne bovina brasileira no terceiro trimestre e fatores macroeconômicos, como o câmbio, que afetam a dinâmica das exportações.

O banco destaca que o enfraquecimento do ciclo pecuário brasileiro deve pressionar os custos ao longo do ano, cenário agravado pela volatilidade nos preços de frete e energia. Embora a demanda global continue resiliente e possa permitir algum repasse de preços, a recente desvalorização do dólar pode prejudicar a rentabilidade reportada pela companhia, devido ao perfil fortemente exportador da Minerva.

Na avaliação do Itaú BBA, o valuation da empresa segue próximo das médias históricas, mas o momento operacional se tornou menos favorável diante da virada do ciclo pecuário. O múltiplo de 3,6 vezes EV/EBITDA projetado para o fim de 2026, ou 4,4 vezes considerando forfait, já incorpora uma visão mais conservadora para o ciclo.

O relatório também aponta que o baixo peso do valor de mercado da companhia dentro do enterprise value aumenta a sensibilidade da ação, o que pode resultar em maior volatilidade dos papéis. Entre os potenciais vetores positivos para as estimativas estão uma eventual flexibilização do mecanismo de salvaguarda da China, um cenário cambial mais favorável para exportadores ou a monetização de ativos não estratégicos.

Apesar de considerar que boa parte dos riscos negativos já está refletida no valuation, o Itaú BBA avalia que a baixa visibilidade sobre o ritmo dos resultados e a ampla dispersão de cenários justificam a postura mais neutra em relação à companhia.

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