Queda de Orbán na Hungria após 16 anos no poder
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao canal ABC News que gosta do primeiro-ministro eleito da Hungria, Peter Magyar. Trump acredita que Magyar “vai fazer um bom trabalho” após vencer o nacionalista Viktor Orbán, que era apoiado por Washington.
Orbán, que mantinha fortes ligações com os Estados Unidos e a Rússia, perdeu as eleições realizadas no domingo passado. Ele estava no poder há 16 anos e foi derrotado pelo partido Tisza, de Magyar. A votação registrou uma taxa de participação recorde.
“Acho que o novo líder vai fazer um bom trabalho; é um homem bom”, afirmou Trump na terça-feira, dia 14. As declarações foram dadas ao correspondente da ABC News, Jonathan Karl, que as publicou na rede social X.
De acordo com Karl, Trump ressaltou que Magyar já fez parte do partido de Orbán e compartilha opiniões parecidas sobre o tema da imigração. “Acho que ele vai ser bom”, completou o ex-presidente americano.
Na semana anterior, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, esteve em Budapeste para fazer campanha em apoio a Orbán. Durante a visita, Vance elogiou o político de 62 anos, chamando-o de um “modelo” para a Europa.
Questionado pelo correspondente, Trump disse não saber se uma eventual viagem sua à Hungria para apoiar Orbán teria mudado o resultado. Ele justificou que Orbán “estava muito atrás” nas pesquisas de intenção de voto. “Não me envolvi muito nesta. Embora Viktor seja um homem bom”, declarou Trump.
A vitória de Magyar e a consequente derrota de Orbán são vistas como um revés para os nacionalistas em nível global. Analistas apontam o resultado como um sinal de que o movimento político associado a Trump perdeu força no continente europeu.
O episódio também levanta a possibilidade de que, em certos contextos, a proximidade com o presidente dos Estados Unidos possa se tornar um peso na política de outros países. A situação na Hungria serve como um exemplo recente dessa dinâmica, observada por especialistas em relações internacionais.
A transição de poder na Hungria acontece em um momento de redefinição de alianças na Europa Oriental. O novo governo terá de gerenciar tanto os laços tradicionais com o Ocidente quanto as relações com a Rússia, um tema sempre sensível na política húngara. O desfecho eleitoral foi acompanhado de perto por outras capitais europeias.