Lesão de Neymar x Wesley: especialista explica corte na Copa
O corte de Wesley da Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo gerou questionamentos entre os torcedores, principalmente porque Neymar, que também está lesionado, permaneceu entre os convocados.
Embora ambos tenham sofrido lesões musculares, a gravidade do quadro clínico e o estágio da recuperação foram determinantes para decisões distintas da comissão técnica.
Em entrevista ao portal LeoDias, o fisioterapeuta especialista em traumato-ortopedia e reabilitação de atletas de alto rendimento, Matheus Finatti, explicou os motivos que pesaram na permanência de Neymar e no corte do lateral-direito da Roma.
Wesley sofreu uma lesão grau 3 no músculo adutor da coxa esquerda durante o amistoso contra o Egito. O diagnóstico apontou ruptura de mais de 50% das fibras musculares da região, com previsão de recuperação de pelo menos seis semanas.
Já Neymar trata uma lesão muscular grau 2 na panturrilha direita desde 17 de maio e segue em reabilitação.
Diferença entre as lesões
Finatti detalhou que a lesão grau 3 de Wesley é a mais severa dentro da classificação de lesões musculares, com ruptura completa ou quase completa das fibras. Esse tipo de lesão exige um período maior de afastamento e tem alto risco de recidiva se o atleta for submetido a esforço antes da recuperação total.
No caso de Neymar, a lesão grau 2 é considerada moderada, com ruptura parcial das fibras musculares. Como o atleta já estava em processo de reabilitação há mais tempo, a comissão técnica avaliou que ele teria condições de estar apto para os jogos decisivos da competição.
A decisão de cortar Wesley e manter Neymar levou em conta não apenas o tipo de lesão, mas também o tempo de recuperação disponível até a estreia do Brasil na Copa do Mundo.