Notícias

Ibope exige pagamento das TVs para serviço melhor

Ibope exige pagamento das TVs para serviço melhor
Reprodução / Rogério Pallatta)

A confusão que se estabeleceu na TV aberta, segunda-feira, no instante da convocação da seleção brasileira, escancarou um problema antigo e cada vez mais difícil de ignorar: o despreparo da Fifty5Blue, antigo Ibope, em entregar ao mercado uma medição compatível com a realidade atual do consumo de mídia.

A questão não está apenas na diferença entre prévias e consolidados, mas na incapacidade de oferecer um retrato minimamente preciso do que acontece em tempo real. E isso justamente num momento em que o comportamento do público mudou completamente.

Já se passaram mais de seis anos desde a pandemia, período em que streaming, YouTube, FAST channels e transmissões simultâneas ganharam força definitiva em audiência e faturamento. Ainda assim, o mercado segue sem uma ferramenta eficiente capaz de medir, instantaneamente, o consumo de conteúdo onde quer que ele aconteça.

Existe um projeto para isso, é verdade, mas sua implementação depende do investimento dos próprios players. Tem que sair do bolso das TVs. Algo difícil de compreender e aceitar, diante dos valores altíssimos pagos atualmente pelo serviço realizado. É quase como vender um carro a álcool e exigir que o comprador também moa a cana para conseguir abastecê-lo.

O problema se torna ainda mais grave quando a aferição passa a depender apenas do áudio em simulcast. Na próxima Copa do Mundo, por exemplo, a NSports transmitirá o mesmo sinal do SBT. Resultado: emissoras e plataformas irão trabalhar praticamente no escuro, sem confiar plenamente no real time e sem saber exatamente onde a audiência está concentrada naquele instante.

Isso interfere diretamente em decisões comerciais, estratégias artísticas e posicionamentos de programação.

Cobra-se muito, e com razão, investimentos na TV aberta, mas quase nunca se discute a precariedade do modelo de medição de audiência no Brasil e as limitações técnicas que ele apresenta. E que se acentuam a cada dia. Falta ao setor alguém disposto a questionar seriamente o sistema atual.

Em se tratando de um serviço melhor para aferição dos resultados das TVs, talvez falte também, dentro de comissões como a ABAP Redes, mais gente com conhecimento técnico sobre o assunto. E menos reuniões protocolares que terminam apenas em mais um cafezinho.

O SBT News merece atenção pelo trabalho que vem realizando. Mesmo sendo um canal relativamente novo, já demonstra padrão de qualidade, organização e uma linha jornalística bastante competitiva, tanto na TV paga quanto no ambiente digital.

A presença de nomes veteranos como Celso Freitas e Boris Casoy no SBT News reforça ainda mais essa imagem de credibilidade. E passa no ar que, por trás, nos bastidores, existe uma equipe competente sustentando tudo isso. O resultado é dos melhores.

Por todo o conjunto de elementos e situações, a escolha de Virgínia Fonseca como enviada especial do “Domingão” à Copa do Mundo já causa esperado barulho e enorme expectativa. Em linhas gerais, o que está proposto pelo programa é que “Virgínia irá aos Estados Unidos, como uma influencer famosa em passagem pelos Estados Unidos, que até a semana passada namorava um famoso jogador da seleção brasileira. E que agora não namora mais”. Assim como será total a sua liberdade para curtir a Copa e os amigos.

A serviço do “Domingão”, Virgínia assistirá aos jogos — especialmente os do Brasil —, fará compras, frequentará restaurantes famosos e vai mostrar perrengues eventuais. Ou relativos. Algo que qualquer influencer natural faria, mas com a diferença de milhões de pessoas, além das redes, assistirem na TV também.

A Aratu, SBT na Bahia, e a Record promovem verdadeiros duelos de horror na hora do almoço, com o “Alô Juca” e o “Balanço Geral” se atacando rasteiramente. É incessante a troca de grosserias, insultos e difamações, sem que o coitado do telespectador tenha nada a ver com isso.

Entre a confecção de tarjas de duplo sentido e difamações de toda ordem, existe de tudo um pouco. Lamentável o telespectador baiano passar por isso. Cadê as cabeças de rede para procurar estabelecer um mínimo de decência?

Todo mundo fingindo de morto… Mais de um ano se foi e ninguém mais na Globo fala do “Carga Pesada”, reformulado, com Thalita Carauta e Fabiula Nascimento nos papéis principais. O silêncio é absoluto. Nem atualização, nem previsão, nem qualquer novidade mais concreta sobre o projeto.

Ontem, o brasileiro “Deixe-me Viver” foi exibido no Marché du Film, em Cannes. O filme, roteirizado e protagonizado por Mônica Carvalho, tem ainda Fernanda Arraes e Humberto Martins em seu elenco.

Um dos principais casos da ufologia brasileira, a “Noite dos OVNIs” é o destaque do final de temporada do “Esquadrão UFO”, do canal History. Sábado, às 19h45. Domingo, após o “Fantástico”, a Globo vai exibir os melhores momentos da 9ª edição do “Prêmio Sim à Igualdade Racial”.

A Record Rio promove, no próximo dia 24, mais uma edição do “Bora de Bike”, desta vez em Niterói, dentro das ações do Maio Amarelo, campanha internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito.

A Netflix anuncia para 5 de agosto a segunda temporada de “Cem Anos de Solidão”, baseada no clássico de Gabriel García Márquez. “Pra vencer tem que lutar”, programa de Rodrigo Minotauro e Thiago Simpatia, estreia segunda que vem, às 18h30, no BandSports.

O “E.T.”, de Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck, estreou no Multishow mostrando uma sintonia rara dos dois. É bom ver como os dois têm velocidade de raciocínio, improviso e timing de comédia para fazer tudo acontecer de maneira muito natural.

Caetano Veloso e Alexandre Pires serão algumas das atrações do próximo “Altas Horas”, de Serginho Groisman, sábado, na Globo. O desempenho de “Quem Ama Cuida” é preocupante, mas está muito ainda no começo. A história de Walcyr Carrasco é forte e ainda não teve capítulos suficientes para ser totalmente colocada. É preciso dar tempo e ter calma.