Tarcísio piora imagem das privatizações
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou como política a greve de ferroviários no estado, que já foi encerrada. Para o colunista Marcos Augusto Gonçalves, da Folha, o movimento teve uma dimensão trabalhista, mas algumas concessões e privatizações em andamento em São Paulo se encaixam no rótulo de políticas, ainda que mal feitas.
Na avaliação do colunista, Tarcísio, ao buscar uma marca eleitoral e apoio do empresariado, contribui para questionar a ideia de que privatizar é sempre preferível. O exemplo citado é a privatização das linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM, concedidas à empresa Trivia Trens. Falhas, como um incêndio na linha 12, levaram o governador a cancelar a concessão por 90 dias e devolver os ramais ao controle do estado.
O texto lembra que as linhas 8 e 9, concedidas à ViaMobilidade em 2021, também tiveram problemas de funcionamento. Em outras áreas, como concessões de parques, o colunista aponta equívocos. Ele cita o parque Villa-Lobos, onde há cervejarias, praças de alimentação e áreas de vegetação cercadas com leds e cobrança de ingresso. O piso das pistas para pedestres está esburacado e bancos estão quebrados.
O colunista afirma que não é contrário a privatizações em todos os casos e reconhece vantagens em situações bem planejadas. Ele cita as concessões de rodovias em São Paulo como um bom resultado. No entanto, considera que algumas privatizações feitas pelo governador paulista tiveram resultados sofríveis e contrários ao interesse da sociedade, o que pode prejudicar a imagem do mandatário.