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Lucro da Marcopolo cai 14,7% no 2º tri

A Marcopolo registrou lucro líquido de R$ 272,4 milhões no segundo trimestre de 2026. O resultado representa uma queda de 14,7% na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo a companhia, os resultados foram afetados negativamente em R$ 10,4 milhões por custos de reestruturação da controlada argentina Metalsur. A linha financeira piorou 31,7% em base anual, ficando positiva em R$ 29,1 milhões.

O custo dos bens e produtos vendidos cresceu 8,3% em um ano, totalizando R$ 1,85 bilhão. A receita líquida consolidada alcançou R$ 2,37 bilhões no trimestre, com expansão de 3% em um ano.

Do total da receita, R$ 1,46 bilhão veio do mercado interno. As exportações a partir do Brasil somaram R$ 289,9 milhões, e as operações internacionais da companhia geraram R$ 621,3 milhões. O crescimento da receita é explicado pelo aumento de entregas de micro-ônibus e pelas exportações do Brasil.

O Ebitda totalizou R$ 338,6 milhões no trimestre encerrado em junho, com queda de 15% ante o ano anterior. A fabricante de carrocerias de ônibus informou que o indicador foi afetado pelo mix de entregas no Brasil, com maior exposição ao segmento de micro-ônibus em comparação ao de rodoviários.

Também houve impacto das menores margens nas exportações por causa da valorização do real frente ao dólar e do desempenho das controladas na Argentina e no México.

Entre abril e junho, a produção consolidada da Marcopolo foi de 4.105 unidades, com crescimento de 8% na comparação anual. No Brasil, a produção atingiu 3.675 unidades, alta de 19,4%. No exterior, foram 430 unidades, queda de 40,5%.

Em 30 de junho, o endividamento financeiro líquido da Marcopolo era de R$ 1,81 bilhão, acima dos R$ 1,55 bilhão registrados em 31 de março.

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