Lava Jato: juíza afastada seguirá com salário
A juíza Gabriela Hardt, afastada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), continuará recebendo salário normalmente durante o período de afastamento. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira e mantém a remuneração da magistrada, que respondia por processos da operação Lava Jato.
Gabriela Hardt foi afastada pelo CNJ após investigações sobre supostas irregularidades em decisões tomadas durante a Lava Jato. Entre as acusações, está a de que ela teria atropelado anulações determinadas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em processos que envolviam acordos de colaboração premiada.
Apesar do afastamento das funções, a juíza segue recebendo seus vencimentos, conforme prevê a legislação para casos de afastamento cautelar. O CNJ ainda não definiu uma data para o julgamento final do processo administrativo contra a magistrada.
Além de Gabriela Hardt, outros desembargadores do TRF4 também foram punidos pelo CNJ por atos praticados no âmbito da Lava Jato. As punições incluem afastamentos e abertura de procedimentos administrativos disciplinares, que podem culminar em aposentadoria compulsória ou até mesmo na perda do cargo.
A Lava Jato foi uma das maiores operações de combate à corrupção do país, mas suas ações e métodos passaram a ser questionados após a divulgação de mensagens entre membros da força-tarefa e o reconhecimento de parcialidade por parte do STF. As anulações de provas e processos têm gerado uma série de revisões judiciais.
O caso de Gabriela Hardt segue em análise no CNJ, que deve avaliar se houve violação de normas administrativas e éticas no exercício da função. Enquanto isso, a magistrada permanece à disposição da Justiça, recebendo seu salário, que é pago pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.