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Itaú lucra alto, mas corta empregos e fecha agências

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 24,689 bilhões no primeiro semestre, alta de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, o lucro somou R$ 12,407 bilhões, um crescimento de 1% ante o trimestre anterior. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROE) no Brasil ficou em 26% no semestre.

Apesar dos resultados positivos, o banco segue reduzindo o quadro de funcionários e fechando agências. Em 12 meses, foram extintos 5.118 postos de trabalho, sendo 1.002 apenas no último trimestre. No mesmo período, 451 agências físicas foram fechadas no país.

Receita cobre despesas com pessoal

A diretora executiva do Sindicato e bancária do Itaú, Valeska Pincovai, afirma que as medidas não têm justificativa. Segundo o balanço, a receita com prestação de serviços e tarifas cresceu 5,8% em 12 meses, somando R$ 25 bilhões ao final de junho. Esse valor cobre 145,2% das despesas com pessoal, incluindo a PLR, que tiveram alta de 4,6% e totalizaram R$ 17,2 bilhões.

Valeska, que também coordena a Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú, diz que o dia a dia nas agências e departamentos piora enquanto o banco anuncia lucros recordes. Ela cita problemas como a reestruturação constante, a cobrança excessiva de metas e o uso de tecnologia e inteligência artificial no monitoramento do trabalho, o que, segundo ela, gera instabilidade e adoecimento entre os funcionários.

Campanha nacional

A categoria está em Campanha Nacional, com negociações na mesa única com os bancos para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Também há mesa específica com o Itaú para tratar do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do banco.

Para Valeska, os números do balanço mostram que o Itaú tem condições de atender às reivindicações dos trabalhadores. Ela defende que o banco cumpra seu papel social, mantenha agências abertas para atender a população que depende do atendimento presencial, como aposentados e pessoas sem acesso à tecnologia, e mude a relação com seus empregados.

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