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Hackeamento tira Flávio Bolsonaro da disputa presidencial

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência da República nesta quinta-feira (13), como havia anunciado. O motivo foi uma fraude que pode ter afetado os sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Partido Liberal (PL) ou do partido Missão, de Renan Santos. Ao acessar os sistemas do tribunal, a campanha descobriu que Flávio aparece como filiado ao Missão, o que impede o registro.

O PL perdeu todo o acesso ao sistema do TSE e, por isso, não conseguiu fazer o registro. “Não sabemos como isso aconteceu: se foi hackeamento do TSE, se hackearam o Missão, se foi doloso ou se alguém comprou a senha do sistema e fez a partir disso”, explicou um integrante da campanha. Os representantes de Flávio vão pedir o restabelecimento da filiação ao PL e solicitar à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito.

No site da Justiça Eleitoral, consta que Flávio teria se desfiliado do PL no dia 12. A certidão de filiação partidária do senador mostra que, desde então, ele consta como membro da legenda presidida por Renan Santos, que também concorre ao Palácio do Planalto. O documento emitido na manhã de hoje aponta que, apesar da modificação, a situação eleitoral de Flávio está “regular”. No entanto, ele não poderia disputar o pleito por outra legenda, já que as convenções partidárias terminaram no último dia 5.

A data-limite para o registro de candidaturas no TSE é 15 de agosto, próximo sábado. As siglas, federações e coligações têm até às 19h para apresentar os dados à Justiça Eleitoral. “É muito grave isso acontecer no dia do registro da candidatura”, afirmou um membro da campanha de Flávio.

Até o momento, seis concorrentes já registraram suas candidaturas no TSE: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição pelo PT; Hertz Dias, do PSTU; Samara Martins, do UP; Wilson Grassi, do Democrata; o ex-governador Romeu Zema, do Novo; e o próprio Renan Santos, pelo Missão.

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