CSN projeta prejuízo bilionário com salto de até 62%
A CSN (CSNA3) divulgou números preliminares não auditados para o primeiro semestre de 2026. A companhia projeta um prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão nos seis primeiros meses do ano.
Caso a projeção se confirme, o resultado representa um aumento de 50% a 62% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a empresa registrou perda de R$ 861,9 milhões.
A receita líquida no semestre deve ficar estável ante os R$ 21,6 bilhões reportados no primeiro semestre de 2025. O Ebitda ajustado esperado é de R$ 5,3 bilhões a R$ 5,4 bilhões, contra R$ 5,2 bilhões no mesmo intervalo do ano passado.
Em relação ao endividamento, os dados preliminares indicam aumento da dívida bruta para até R$ 54 bilhões e da dívida líquida ajustada para até R$ 44 bilhões. Ao fim de março, esses valores eram de R$ 50,4 bilhões e R$ 40,5 bilhões, respectivamente.
A companhia afirma que a alavancagem deve ter “aumento moderado”, sem ultrapassar 3,5 vezes o Ebitda. A posição de caixa e equivalentes deve registrar leve alta em relação aos R$ 12,8 bilhões vistos em março.
A CSN reforçou que as informações estão sujeitas à conclusão do fechamento contábil e a ajustes finais, e não substituem as demonstrações financeiras completas elaboradas segundo as normas IFRS.
Resultado do 2T26
O balanço oficial do segundo trimestre de 2026 será divulgado em 12 de agosto, após o fechamento do pregão. A teleconferência de resultados ocorre no dia seguinte.
O consenso Bloomberg projeta prejuízo de R$ 328 milhões entre abril e junho, com Ebitda de R$ 2,51 bilhões e receita líquida de R$ 10,96 bilhões. A margem Ebitda esperada é de 22,9%.
As ações da CSN eram negociadas a R$ 4,95 no pregão desta sexta-feira (31). No acumulado de 30 dias, os papéis CSNA3 sobem cerca de 7%. Em 12 meses, no entanto, a queda acumulada é de 38,2%.