Ciclone bomba pode atingir o Rio? Veja alerta
A Defesa Civil do Rio emitiu um alerta severo na manhã desta quarta-feira, por volta das 5h, para ventos moderados a fortes, com rajadas de até 75,9 km/h. O aviso reacendeu a preocupação da população, que ainda sofre com os efeitos do vendaval da semana passada, que deixou 1,6 milhão de imóveis sem energia e parou trens e metrô.
Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que o ciclone bomba, previsto para se formar entre quinta e sábado, não deve atingir diretamente o estado do Rio. O fenômeno deve se formar sobre o mar, entre a costa do Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, e permanecer naquela região. No entanto, a frente fria associada ao ciclone pode provocar ventos fortes no estado.
O meteorologista Guilherme Borges explica que o ciclone não passa sobre o Rio, mas a frente fria associada a ele pode canalizar umidade e favorecer ventos. César Soares, da Climatempo, também afirma que o impacto no Rio será indireto, com variação de pressão favorecendo ventos fortes, principalmente na Costa Verde, Região Serrana e Região Metropolitana.
O diretor do Cemaden-RJ, coronel Alexander Anthony Barrera, participou de uma reunião com representantes de estados e municípios para alinhar ações de preparação. Segundo ele, o evento climático deve começar no final de quinta-feira e se intensificar na sexta, indo até domingo. A previsão é de ventos de moderados a fortes, podendo atingir até 76 km/h.
O ciclone bomba é formado por uma baixa pressão muito intensa que se desenvolve em um curto período de tempo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sistema deve se formar entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Oceano Atlântico.
Os ventos fortes no Rio são explicados pelo contraste entre a massa de ar quente que atua sobre o Centro-Oeste e parte do Sudeste e a chegada de uma massa de ar frio. As rajadas devem ganhar força ao longo de sexta-feira, com período mais crítico entre a noite de sexta e a manhã de sábado, sobretudo na Região Serrana, em Cabo Frio e em outras áreas do litoral. Na Região Metropolitana, as rajadas podem ficar entre 70 km/h e 90 km/h.
Os meteorologistas afirmam que o cenário previsto é diferente do registrado no fim de julho, com a frente fria passando mais distante do estado. A tendência é de rajadas fortes intercaladas por períodos de diminuição do vento, mas o grau de periculosidade continua elevado.
A Defesa Civil Municipal enviou mensagens por SMS e WhatsApp aos cidadãos cadastrados, além de emitir alerta severo por meio da tecnologia Cell Broadcast. O Sistema Alerta Rio monitora os ventos por meio de uma rede com 12 estações meteorológicas, que reúne sensores próprios e equipamentos da Redemet e do Inmet.
Durante ventos fortes, recomenda-se fechar janelas, basculantes e portas de armários, manter persianas e cortinas fechadas, desligar aparelhos elétricos e fechar o registro de gás. Na rua, é preciso evitar se abrigar debaixo de árvores, coberturas metálicas e não passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes ou escadas. Em caso de queda de árvores, deve-se manter distância, pois a rede elétrica pode ter sido rompida.