O BRB (Banco de Brasília) comunicou nesta sexta-feira (10) a destituição de dois diretores remanescentes da antiga gestão. A medida ocorre em meio a investigações por suspeitas de irregularidades em operações envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

    Tratam-se dos diretores executivos Diogo Ilário de Araújo Oliveira, de Atacado e Governo, e José Maria Corrêa Dias Júnior, de Tecnologia. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração do BRB em reunião realizada nesta sexta.

    Em fato relevante enviado ao mercado, o banco informou também que Bruno de Oliveira Watanabe foi eleito para a diretoria de Atacado e Governo. Segundo a instituição, o executivo tem trajetória no setor financeiro e no setor público.

    A companhia afirmou que seguirá o rito de governança e encaminhará o nome do novo diretor ao Banco Central. A posse ocorrerá após a conclusão dos trâmites previstos.

    Enquanto houver cadeiras vagas, a diretoria de Atacado e Governo será incorporada temporariamente pela área de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores. A diretoria de Tecnologia terá as funções acumuladas à de Controles e Riscos.

    A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), pediu ao presidente do BRB, Nelson de Souza, o afastamento de todos os executivos envolvidos no caso Master. Uma auditoria forense foi contratada pela atual gestão para avaliar prejuízos e responsabilidades.

    Em nota, a governadora disse que a decisão não antecipa qualquer julgamento e respeita o direito ao contraditório. Ela afirmou que o compromisso do governo é com a verdade dos fatos e a proteção das instituições.

    Na última terça-feira, o BRB comunicou a conclusão da auditoria e o encaminhamento do relatório final para a Polícia Federal. O documento também já foi entregue ao Banco Central.

    A análise foi conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll. Ela colocou sob suspeita a atuação de antigos gestores do banco, incluindo o ex-presidente Paulo Henrique Costa.

    Segundo as investigações, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do banco de Vorcaro. O banco do Distrito Federal deveria ter divulgado o balanço até 31 de março, mas desrespeitou o prazo legal.

    Sem a divulgação das demonstrações financeiras, o tamanho do prejuízo deixado pelo caso Master no BRB permanece incerto. A situação mantém a atenção do mercado sobre os desdobramentos das apurações.

    O caso Master envolve uma série de operações financeiras que estão sob escrutínio das autoridades. As investigações buscam apurar a extensão das supostas irregularidades e os responsáveis.

    A movimentação no banco reflete o esforço da nova administração em lidar com o legado da gestão anterior. A expectativa é que novas informações surjam após a análise completa da auditoria.

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